Blindness – Meu ponto de vista
30 de outubro de 2008

FA-BU-LO-SO! PeloamordeDeus, não deixe de ver!
Um blog nada mais é do que isso. Fabuloso? Não, criança. O ponto de vista de um alguém específico.
Ou no mínimo, qualquer obra – artística ou não – é o ponto de vista de seu autor.
Desculpe o termo em inglês no título, mas coloquei Blindness, porque “Ensaio sobre a cegueira, o filme – Meu ponto de vista”, ficaria muito grande.
Well…
Antes de mais nada, quero dizer que, este foi um dos filmes mais incríveis que vi nos últimos tempos. Meu amigo Fernando Luz estava certo ao dizer que o filme tinha haver comigo, no sentido de como vejo as pessoas e o mundo.
Confesso que fui ver às cegas. Não tinha parado pra ver muito sobre o diretor, ler sobre o autor, ou mesmo observar o filme na mídia. Que vergonha.
Fui por recomendação, e me deparo com uma obra absolutamente espetacular, forte, profunda e inigualável. Um belo chute na minha canela e principalmente um tapa na minha cara.
Como designer que sou, não me imagino cego em hipótese alguma. E como aquele que pretendo ser – hoje mais do que nunca – pretendo fazer com que meu trabalho – e porque não minha vida – seja em prol de uma re-significação do mundo e da forma com que as pessoas o vêem. Se for pra ser algo, que eu seja o guia. Pelo menos um deles.
Antes de cometer uma injustiça, quero citar que, além de tudo é excepcional na direção, fotografia e atuações.
O enredo é pesado, concordo. Nunca desejei tanto que houvesse um final feliz. Nunca me retorci tanto na cadeira de um cinema, me contrariando com a natureza humana, mostrada de forma tão bruta, ali, nua e crua. Indiscutivelmente uma discussão sobre o olhar, não preciso dizer à esta altura.
Em certos aspectos, somos piores que animais, lembrei.
Em resumo, o que gostaria de fazê-lo enxergar, é sobre o rumo que estamos tomando.
Se você possui um mínimo de inclinação a querer ver ao seu redor – com os olhos certos -, vai gostar tanto do filme quanto eu.
Ao final, quis muito chorar. Ao menos, tanto quanto deveria.
…
Recomendações extras – pra quem vê, mas não enxerga:
- Janela da alma – Documentário, de Walter Carvalho (inclusive com participação de José Saramago);
- Janelas da alma – Livro, de Ken Gire (sem relação com o anterior); e principalmente
- Bíblia Sagrada – que dispensa comentários da minha parte.
…

Caraca!
Tú ficou inspirado com esse soul release!
Pois é. Também gostei de ver o filme no cinema. Porém, eu não gosto muito de ver como adaptam o livro ao filme, e por vezes distorcem a história. Não sei se é assim com Ensaio Sobre a Cegueira, mas quando fui ver, tinha acabado de começar a ler, e já no começo houve distorção.
Ainda assim, achei o filme muito forte, expõe coisas das pessoas que nós não queremos que ninguém saiba, apesar de sabermos que, se acontecesse algo do tipo, seria exatamente assim. É triste, mas ao mesmo tempo faz com que pensemos em modos de como melhorar o que somos, para não agirmos como cegos ainda enxergando.
T+
olha só Sr. Bill Ewald Filho, huahuahua….
muito bons hein mano, quero assistir, ainda mais sabendo que foi rodado em Presidente Altino! kkeikeiaer…….
Parabéns pelo blog.
Sid